Para a secretária da Saúde do Brasil, avise de uma temporada de dengue atípica em 2025 com clima inusual; o número de casos ultrapassou a pior previsão, preparação contra dengue (epidêmico, transmissão, período) é necessária devido às altas temperaturas e condições climáticas, anticipando um pico de dengue próximo.
O Ministério da Saúde divulgou hoje que a maioria dos Estados brasileiros já passou pelo pico da dengue neste ano, porém alertou que a próxima temporada de transmissão da doença pode ocorrer mais cedo do que o habitual. A pasta ressaltou também que o período epidêmico deste ano pode se estender além do previsto devido às condições climáticas atípicas, como as recentes ondas de calor que têm afetado alguns Estados do Sudeste e Centro-Oeste nas últimas semanas. A previsão é que a dengue continue sendo uma preocupação de saúde pública, exigindo a atenção contínua das autoridades e da população.
Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, representantes do ministério informaram que 22 das 27 unidades da federação apresentam uma tendência de queda no número de casos da doença até a 18ª semana epidemiológica. A febre dengue é uma enfermidade transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, causadora de sintomas como febre alta, dores no corpo e manchas vermelhas na pele. É fundamental manter as medidas de prevenção e combate ao mosquito vetor da dengue para evitar a propagação da doença e proteger a saúde da população.
Preparação para a Temporada de Dengue de 2025
Outras quatro Unidades Federativas (Ceará, Maranhão, Pará e Tocantins) estão em situação de estabilidade, enquanto apenas um Estado apresenta tendência de alta de registros: o Mato Grosso. Apesar de o período mais crítico possivelmente ter passado, o número de casos novos ainda permanece elevado, indicando que uma próxima epidemia de dengue pode estar próxima.
Tradicionalmente, os casos de febre dengue aumentam de forma significativa a partir de março e atingem seu pico em maio. No entanto, neste ano, a alta de infecções teve início já em janeiro. Para a próxima temporada de dengue, a ameaça pode surgir ainda mais cedo, antes do final do ano, como explicou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do ministério, Ethel Maciel.
Há uma previsão, baseada em modelagem matemática, de que a antecipação observada em 2024 pode ser ainda mais precoce em 2025, devido às altas temperaturas que o país está enfrentando. A expectativa é que o período epidêmico da dengue comece ainda neste ano, exigindo uma preparação rápida e eficaz.
Ethel destacou a importância de se antecipar aos desafios, mencionando que a temporada de 2025 da dengue pode iniciar já em novembro de 2024. O ministério planeja realizar uma reunião nos próximos dias 15 e 16 de maio com especialistas em dengue para iniciar os preparativos para o próximo ciclo epidêmico.
‘Estamos organizando um evento com renomados especialistas no assunto para nos prepararmos para o próximo cenário. Precisamos antecipar nossas ações e planejar nossas estratégias. Este ano, por exemplo, tivemos um aumento de 400% na compra de inseticidas em comparação com o ano anterior’, afirmou Ethel.
Ela ressaltou que o cenário atípico da dengue neste ano pode se tornar mais comum no futuro. Com as condições climáticas atípicas e as altas temperaturas, as projeções indicam que os desafios relacionados à dengue serão cada vez mais impactantes. O ano de 2024 já registra mais de 4,5 milhões de infecções prováveis no país, superando as previsões mais pessimistas.
O Ministério da Saúde enfatizou a importância de compreender as mudanças climáticas e sua influência nos surtos de dengue. As altas temperaturas, acima do esperado, têm desempenhado um papel crucial no aumento dos casos da doença. As previsões matemáticas, baseadas em diversos fatores, são fundamentais para antecipar e enfrentar os desafios futuros.
A preparação para a temporada de dengue de 2025 requer uma abordagem proativa e colaborativa entre autoridades de saúde, especialistas e a população em geral. A antecipação e ação rápida são essenciais para mitigar os impactos da dengue e garantir a segurança da saúde pública.
Fonte: @ Estadão
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