Oeste da China abriga dois terços dos mais de 300 buracos gigantes do mundo, oferecendo ecossistemas únicos ao interior, com rios que fluem em cavernas, formadas há milhões de anos.
Na província de Guangxi, sul da China, existem buracos gigantes que foram recentemente transformados em atrações turísticas. Um casal se posiciona na borda de um penhasco íngreme de calcário.
Esses buracos, localizados em uma região montanhosa, são um mundo perdido de florestas antigas, plantas e animais. Com mais de 100 metros de profundidade, eles oferecem uma visão única do meio ambiente da região. Muitos exploradores de turismo estão começando a visitar esses buracos, trazendo ainda mais atenção para essa área turística. Embora ainda seja um local relativamente pouco conhecido, os turistas estão cada vez mais atraindo atenção por suas características únicas, tornando essa uma localidade turística cada vez mais atraente para os turistas que procuram experiências únicas.
Turistas em um mundo desafiador
Tudo o que eles podem verificar é a densa copa das árvores, ao som das cigarras e aves que rodeiam os rochedos. Notícias relacionadas Lixo eletrônico, uma nova e perigosa fonte de riqueza para organizações criminosas internacionais Quem são os rebeldes que assumiram o controle de Aleppo em meio a bombardeios russos
Um poço do céu, escondido por séculos
Por milhares de anos, este ‘poço do céu’ – 天坑, tiānkēng, em mandarim – permaneceu inexplorado. As pessoas tinham medo dos fantasmas e demônios que estariam escondidos na névoa que emerge das suas profundezas. Mas drones e algumas pessoas corajosas desceram até aqueles locais, intocados desde o tempo dos dinossauros. Eles revelaram novos tesouros, transformando os poços gigantes da China em atrações turísticas. Dois terços dos mais de 300 buracos gigantes do mundo estão espalhados pelo oeste da China. E a província de Guangxi, no sul, tem mais de 30 tiānkēng conhecidos, mais do que qualquer outra região do país. A maior e mais recente descoberta ocorreu dois anos atrás – uma antiga floresta com árvores de até 40 metros de altura. Estas cavidades na terra parecem deter a passagem do tempo, preservando ecossistemas únicos e delicados por séculos. Mas a sua descoberta começou a atrair turistas e empreendedores, gerando o receio de que estas raras e incríveis florestas possam ser perdidas para sempre.
Descendo pelo rochedo
Rui e Michael se preparam para sua jornada pelo ‘tiānkēng’ – o buraco gigante. Rui, uma jovem de 25 anos, olha para o abismo e conta: ‘Nunca fiz nada parecido antes. É muito bom. Será a primeira vez, mas não a última.’ Primeiro, ela respira fundo. Depois, Rui e Michael pulam do rochedo, descendo pelo ar. O guia deles, Fei Ge, inspecionou cuidadosamente o equipamento de segurança do casal antes que eles saltassem do rochedo. Ele conhece melhor do que ninguém esta sensação. Ele foi um dos primeiros exploradores do local. Agora, na casa dos 50 anos, ele trabalha como guia de turismo e ajuda as pessoas a descobrir os segredos dos poços gigantes de Guangxi. Fei Ge – o Irmão Fei, como é conhecido – cresceu em uma aldeia próxima e sempre lhe disseram que ele deveria ficar longe dali. ‘Nós pensávamos que, se os seres humanos visitassem os poços, os demônios trariam fortes ventos e chuva’, ele conta. ‘Nós acreditávamos que fantasmas trouxessem a névoa e a neblina.’ Fei Ge aprendeu que os poços gigantes têm seu próprio microclima. O vento corre pelos túneis e a água evaporada dos rios no interior das cavernas produz a névoa.
Um dia, a curiosidade do Irmão Fei
Um dia, a curiosidade do Irmão Fei foi mais forte. E ele visitou um poço gigante, ainda criança. ‘Cada pedregulho causava altos ruídos e ecos’, ele conta. Havia vento, chuva e até ‘minitornados’. Agora, o Irmão Fei ajuda as pessoas a explorar essas raras florestas únicas e delicadas. Mas ele também está preocupado com o impacto que o aumento do número de turistas pode ter nestes ecossistemas. ‘Na verdade, a gente não quer que os turistas sejam muito numerosos’, ele diz. ‘Queremos apenas as pessoas que estão dispostas a se aventurar e explorar.’
Fonte: @ Terra
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